“João Alves Torres Filho, João da Pedra Preta, Tata Londirá, Seu João, ou como ficou mais conhecido na História, Joãozinho da Gomeia, nasceu em 27 de março de 1914, em Inhambupe, na Bahia, e faleceu em 19 de março de 1971, em São Paulo. Fixou-se em Duque de Caxias no ano de 1946 e sua roça na cidade situava-se no bairro Copacabana, no primeiro distrito, um dos endereços mais populares do país durante mais de duas décadas.

Artista de grande talento, Joãozinho era bailarino, coreógrafo, figurinista, agitador cultural e comandava um trabalho social em Caxias que reunia milhares de pessoas. Homossexual assumido, personalidade forte, polêmico, gostava de festa e de Carnaval. Pessoa com grande visão sobre mídia, soube como poucos popularizar suas atividades tanto artísticas quanto religiosas e foi uma das figuras mais famosas de seu tempo.

Foi um importante sacerdote do Candomblé de Angola.

Gravou um disco com canções e toques da religião que inspiraram importantes músicos pelo mundo a fora; atuou em filmes e ainda interpretou a si mesmo no clássico Copacabana Mon Amour, de Rogério Sganzerla.

Nos últimos anos a incrível história de Joãozinho da Gomeia vem sendo cada vez mais descoberta e difundida e este galpão cultural é dedicado à sua memória.”

Gomeia Galpão Criativo
Fundado em setembro de 2016

Para mais referências:

Dossiê temático “Joãozinho da Goméia: educação, candomblé e cultura afro brasileira” [download]

Série de entrevistas do Museu Vivo do São Bento sobre Joãozinho: